Designer, o problema não é o sobrinho, é você!

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designer x sobrinhos

Quem nunca reclamou dos sobrinhos que atire a primeira pedra. Essa postura é comum entre os designers, mas às vezes esconde um problema muito mais complexo do que a pura e simples concorrência considerada desleal: o próprio designer!

Alguns profissionais sentem-se frustrados e atribuem seus insucessos à concorrência desleal promovida por aqueles que, supostamente com menos qualidade, jogam os valores dos serviços lá embaixo.

Mas será esse mesmo o problema?

Caro designer: se você está perdendo trabalhos para sobrinhos, acredite: tem um problema sério aí, e neste caso, o problema é com você.

Por que o problema é o designer e não o sobrinho?

Suponho que você seja um designer profissional que frequentou um curso superior ou iniciou na profissão há tempo considerável e tornou-se profissional após anos de trabalho.

Se este é o seu perfil, veja neste texto onde você está falhando e como mudar essa realidade.

Você tem um público-alvo claro?

Quem é o seu público-alvo? Se você nunca se fez essa pergunta comece a se fazer agora. Nenhuma empresa pode atuar sem ter um público-alvo em mente. Ainda que uma marca consiga atender a diferentes públicos, ela terá a persona em mente que será alvo de seus esforços de mercado. Você pode achar que o fato de ser designer freelancer não te obriga a pensar nesses assuntos, mas você está enganado.

Para quem você trabalha? Qual tipo de clientes gostaria de ter? Pessoas físicas ou jurídicas? Classe A, B, C D ou E?

Você precisa ter isso em mente para se posicionar adequadamente. Veja um exemplo de sucesso a seguir: Certo designer estabeleceu como público-alvo ideal, cantores do prime time, tendo como serviço principal arte gráfica para CDs. Ele conseguiu se posicionar brilhantemente dentro deste nicho, produzindo trabalhos para clientes específicos de grande visibilidade fortalecendo sua marca de tal forma que diversos cantores passaram a fazer questão de ter seus trabalhos assinados por este profissional, e isso significa pagar mais pra ter a marca dele agregada ao projeto. Isso é posicionamento.

Você tem uma marca?

O designer é um profissional fundamental na construção de marcas das mais diversas, mas você tem se preocupado com a sua própria marca? Seja através de agência própria ou do seu nome, você precisa se reconhecer enquanto marca. É preciso cuidar do seu branding.

Após ter ciência do seu público-alvo, estabeleça estratégias para fortalecer a sua marca na mente das pessoas. Sua marca deve ser desejada pelo seu público-alvo. Quando isso acontecer o fator preço não será tão determinante ao fechar seus contratos e os sobrinhos não serão mais problema seu.

Você é um bom designer ou o melhor?

Ser bom não é suficiente para conquistar clientes e sair da disputa com os sobrinhos. Você precisa ser o melhor. Pelo menos, precisa fazer o seu público-alvo acreditar que você é o melhor para atender a demanda dele. Sua qualidade vale o preço. Sua marca tem valor agregado.

Trabalhe seu marketing pessoal com foco no público que deseja conquistar. Será que seus clientes potenciais acompanham o Behance?

Acredite: focar seus esforços em impressionar os coleguinhas não irá te trazer novos contratos. Seu marketing digital não deve focar nos colegas de profissão, mas sim em seu público-alvo.

Fale a língua deles, esteja presente onde eles estão. Torne-se notável. Encher seu Facebook de críticas aos colegas ou aos sobrinhos não te trará clientes, pelo contrário.

Se ache menos, trabalhe mais! Gaste menos tempo apontando erros dos outros e mais divulgando os seus. Você não precisa reduzir o trabalho de ninguém para que o seu se destaque. Basta fazer o seu melhor, concorda?

O segredo é o foco no seu público! Esqueça o público dos sobrinhos.

designer público-alvo

Acredite: o sobrinho só consegue clientes por que conhece seu potencial e quem é o seu público-alvo.

Normalmente, costuma atender pessoas com pouco orçamento para investir em design e poucas exigências também.

O sobrinho pode cobrar mais barato, afinal, não gastou anos estudando e sabe que seu cliente é sensível ao preço, e não é tão exigente quanto à qualidade do trabalho. Ele não precisará perder dias estudando conceitos, interpretando o briefing (quando tem) para produzir uma arte memorável.

Se você discorda desse posicionamento, é um direito seu, mas mercado existe com ou sem você.

Seria este o seu mercado-alvo?

Já percebeu como na mesma cidade existem restaurantes de diversos preços e gostos? Você encontra restaurantes mais refinados, com um cardápio variado, climatizado, com som ambiente, decoração elegante e também aqueles que vendem comida sem balança para quem quer comer à vontade sem sustos na balança. Como todos eles sobrevivem?

Samsung x Apple: o que você pode aprender com essas empresas?

A Apple tornou-se uma marca desejada por muitos sendo a queridinha quando o assunto é smartphone. Qual a diferença entre a Apple e a Samsung?

Diferencial

Enquanto a Samsung aposta num sistema operacional popular e comum a outras marcas, a Apple desenvolveu seu próprio sistema e o integrou de tal forma a seus serviços que é muito improvável que o público fiel ao iOS um dia o troque o pelo Android. Vários aplicativos acabam sendo lançados primeiramente para iOS chegando só tempos depois ao Android. Quando chegam.

Posicionamento

A Samsung certamente é a marca que mais possui modelos de aparelhos celulares no mercado. Modelos pra todos os bolsos e gostos. Seu objetivo é atingir o maior número de clientes através da diversificação de seus produtos.

A Apple, no entanto, tem como alvo um público bem específico focando em pessoas com poder aquisitivo acima da média da população. Não à toa, seus produtos são considerados de luxo e garante status a quem os possui.

A Apple não está preocupada com pessoas que não podem pagar por seus aparelhos. Seu foco é conquistar e fidelizar clientes de alto poder aquisitivo que sempre estarão atentos aos seus lançamentos. Esse público pagará mais não apenas pelas configurações dos aparelhos, mas principalmente pelo valor de marca agregado.

Um dado interessante sobre esse posicionamento da empresa é revelado pelo volume de vendas através de sua loja. Mesmo sendo o Android o sistema mais popular, a App Store – loja de aplicativos da Apple – é a campeã em movimentação financeira com praticamente o dobro de vendas da concorrente. Isso é reflexo direto do poder aquisitivo de seus consumidores.

Não há nada de errado em assumir a postura “Samsung”, mas é preciso ter condições para isso. Atirar pra todo lado sem nenhuma estratégia só fará você gastar energia à toa.

Fica provado que quantidade não é qualidade, muito menos rentabilidade. Mesmo com uma fatia menor de clientes, a Apple consegue faturar muito mais com seu iOS que as concorrentes com o Android.

Afinal? Que tipo de designer quer ser? Samsung, Apple ou… Positivo?

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Danilo Andrade
Danilo Andrade
Analista de comunicação e marketing na gravadora Celebrai Music. Pós-graduando em comunicação e marketing digital. Redator do site O Propagador.

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